Cratera do Metrô: Promotoria entra com ação de improbidade

Por , em 3 de abril de 2010 às 19:54

A Promotoria do Patrimônio Público e Social da Capital ajuizou, nesta segunda-feira (29), ação de administrativa cumulada com pedido de ressarcimento por danos morais e patrimoniais difusos, para que a Justiça condene a uma indenização no valor de R$ 240 milhões as empreiteiras que formam o Consórcio Via Amarela e a Companhia do Metropolitano de São Paulo – , responsáveis pela obra da estação Pinheiros do . Em janeiro de 2007, ocorreu desabamento no local, abrindo uma de aproximadamente 2.200m² no canteiro de obras.

O promotor de Justiça Saad Mazloum aponta na ação civil que o Metrô permitiu que as empresas fizessem uma economia irregular na obra, a despeito da segurança. Ainda segundo a ação, essa redução de custos foi a forma encontrada pelas empresas para obter mais lucros, o que provocou o acidente.

De acordo com Mazloum, “a conduta omissa e desidiosa, o total e deliberado desrespeito à lei e aos mais elementares princípios administrativos, o descaso quanto aos deveres e imposições funcionais e, notadamente, a desenfreada caça ao lucro, a ganância e a cupidez, foram os preponderantes fatores que propiciaram a ocorrência de tamanha tragédia, resultando na morte de alguns, pais e mães de família, e para outros, milhares, trazendo agonia, desgraça e dor”.

Como consequência do acidente, sete pessoas morreram soterradas, sete casas precisaram ser demolidas, 14 foram condenadas, mais de 60 foram interditadas, 90 imóveis, comerciais e residenciais, incluindo um prédio de 13 apartamentos, sofreram algum tipo de intervenção do Poder Público, 200 pessoas ficaram desalojadas e dezenas de veículos e equipamentos foram avariados ou completamente perdidos. Um ônibus com seus ocupantes, seis caminhões e dois carros foram literalmente engolidos pela cratera.

A Promotoria também pediu que as empresas sejam proibidas de contratar com o Poder Público pelo prazo de 5 anos, o máximo permitido em lei.

Figuram como réus na ação: Luiz Carlos Frayze David, ex-presidente do Metrô; Marco Antonio Buoncopagno, ex-funcionário do Metrô; José Roberto Leito Ribeiro, funcionário do Metrô, responsável pelo Departamento de Construção Civil da Linha 4 Amarela; Cyro Guimarães Mourão Filho, funcionário do Metrô e coordenador de Obras da Linha 4 do Metrô; Jelson Antonio Sayeg de Siqueira, engenheiro civil do Metrô, responsável pela fiscalização da obra; German Freiberg, engenheiro do Metrô, co-responsável pela fiscalização do andamento da obra; Consórcio Via Amarela (CVA), formado pelas empresas Odebrecht-CBPO, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Alstom.

A ação tramita na 5ª Vara da Fazenda Pública.

Leia a ação.

  • Twitter
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Rec6
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • Digg
  • LinkedIn
  • Technorati
  • Google Bookmarks
  • MySpace
  • Live
  • Yahoo! Buzz
  • RSS
  • Add to favorites
  • email
  • PDF
  • Print

Posts relacionados:

  1. Promotoria move ação contra ex-prefeita e Construtora OAS
  2. Inspeção veicular: Promotoria instaura inquérito para apurar irregularidades

Por em 3 abr 2010 - na categoria Geral, Patrimônio Público, Patrimônio Social. Você pode acompanhar as respostas a este Post em RSS 2.0. Você também pode fazer um comentário neste Post.

Faça um comentário

cratera
Login Better Tag Cloud
| Desenvolvido em 23 de fevereiro de 2010